Dar espectáculo

É um facto assente que hoje em dia os músicos não vivem dos discos que gravam, mas sim e quase exclusivamente dos cachets obtidos nos espectáculos que vão dando.

A indústria discográfica está em profunda recessão porque se vendem muito poucos discos.

As poderosas ferramentas tecnológicas que hoje estão ao alcance de qualquer um, tornam esse panorama ainda mais sombrio.

Na verdade, é possível comprimir um ficheiro musical com um volume de, por hipótese, 40 ou 50 MB, para um ficheiro também musical (mp3) com 3 ou 4 MB de volume, sendo a diferença de qualidade quase imperceptível.

É sabido que o ouvido humano só ouve certas frequências de som - abaixo de certa frequência e acima da frequência máxima, o som deixa de ser ouvido em condições.

Sabedores desse facto, os técnicos inventaram uma forma de expurgar dos ficheiros sonoros todas as frequências não audíveis pelo ouvido das pessoas, de onde resulta um emagrecimento notável - de 40 ou 50 MB para 3 ou 4 Mb - a perda de qualidade do som é imperceptível se o ficheiro for bem comprimido, mas mesmo assim há uma diferença, em especial quando se ouvem os ficheiros de som numa boa aparelhagem.

Assim nasceram os ficheiros de som comprimidos, dos quais os mais conhecidos são os ficheiros mp3 e wma (estes últimos específicos do Windows).

Com tal emagrecimento passou a ser possível enviar esses ficheiros pela Internet, o que se veio a mostrar um golpe profundo na indústria dos discos.

Basta que alguém compre um disco, converta as suas faixas para mp3 (o que se faz com a maior facilidade, usando ferramentas obtidas gratuitamente na net) e as envie para meia dúzia de amigos, para que isso represente um "rombo" no orçamento da empresa discográfica que pôs o disco à venda; ainda por cima esta prática é de quase impossível controlo, mesmo pelas ferramentas tecnológicas mais sofisticadas.

Com a vulgarização dos sites musicais que disponibilizam música em ficheiros comprimidos, as pessoas quase deixaram de comprar discos, pois obtêm gratuitamente na net o seu conteúdo.

Tal avanço tecnológico veio colocar novos desafios à boa gestão da propriedade intelectual e artística, que está à distância de um "clique" para qualquer pessoa.

 

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